Especial

Retina Artificial: ARGUS II

O FDA (orgão regulador dos Estados Unidos), aprovou o Argus® II Retina artificial.

Resultado dos trabalhos do Dr.
Mark S. Humayun, MD, PhD, que dedicou mais de 20 anos de pesquisas na área.

Em 14 de fevereiro de 2013, o FDA aprovou o Argus II retina artificial desenvolvido pela ASRS Comitê Executivo e Membro do Conselho Dr. Mark S. Humayun, MD, PhD.

Esta tecnologia inovadora é o primeiro a oferecer uma visão limitada a pacientes com estágio final de retinite pigmentosa (RP).

Second Sight Medical Products (Sylmar, CA) fabricara o Argus II, que tem 60 eletrodos e uma pequena câmera montada em óculos para capturar imagens.

O FDA aprovou o Argus II para a idade de 25 anos ou adultos mais velhos com graves RP profundas. Cerca de 10.000 a 15.000 dos americanos dos 100.000 com RP irão se beneficiar de Argus II. Até 4.000 pacientes por ano, poderão ser tratados com o dispositivo.

Argus II tem tecnologia que mantém as esperanças para pacientes com DMRI avançada.

A notícia da aprovação Argus II pelo FDA foi mostrado na NBC Nightly News com Brian Williams, na primeira página do The New York Times, Business Wire, e em outras fontes científicas e de consumo de mídia.

Para mais detalhes sobre Argus II, incluindo a forma como esta nova tecnologia vai afetar especialistas de retina e pacientes, é possivel assistir uma entrevista especial da ASRS com Mark Humayun.

A retina artificial exemplifica o que nós da ASRS procuramos incentivar e lutar para conseguir avanços da ciência em retina e dar aos pacientes uma nova esperança.

Perguntas frequentes sobre Degeneração Macular da Idade

10 FAQs

 

1- O protocolo de tratamento PrONTO é o melhor esquema para MNVSR da DMRI?

 

R - Não. Apesar de ser o mais utilizado, os melhores resultados para o controle da lesão neovascular coroidal foram obtidos nos estudos que utilizaram aplicações continuas, mensalmente. (1 - 2 - 6 - 7). No entanto, a ampla utilização do protocolo PrONTO se mostrou como a opção de melhor viabilidade econômica e com bons resultados e mesmo que tenha estudado apenas 37 pacientes, é o protocolo seguido pela grande maioria dos retinologistas.

 

2 - O OCT é o melhor exame complementar para seguimento da MNVSR?

 

R - Sim. Os parâmetros obtidos através dos exames de OCT são amplamente utilizados como guias nas intervenções para o tratamento das lesões neovasculares da DMRI. Ambos, OCT Time Domain e Spectral são altamente eficazes na analise e seguimento das lesões neovasculares da DMRI (5 - 6)

 

3 - Quando é o melhor momento para reaplicar Lucentis após o tratamento inicial das três aplicações?

 

R - Nos primeiros sintomas de alteração para pior da AV ou detecção de liquido subretiniano nos exames de OCT. Exames que devem ser realizados mensalmente.(1 - 6)

 

4 - Em pacientes tratados com Ranibizumab, na ausência de liquido sub-retiniano, porém com AV alterada para pior, sem outras causas, há indicação de reaplicação?

 

R - Sim. o parâmetro de AV é dos principais indicativos de reaplicações de Lucentis (2 - 4 - 7)

 

5 - A detecção de liquido sub-retiniano (exame de OCT) com visão melhor após as três primeiras aplicações é indicativo de novas injeções de antiangiogênicos (Lucentis)?

 

R - Sim. A reaplicação na presença de liquidos sub-retiniano deve ser realizada para evitar a evolução de piora da AV obtida com o tratamento. O PrONTO Study Group demonstra que esta indicação é suficiente para decidir por reaplicações. (2 - 6)

 

6 - Após a melhora da AV e desaparecimento do liquido sub-retiniano na MNV da DMRI, quando podemos interromper o tratamento de aplicações?

 

R - A DMRI tem comportamento de doença persistente e de longa duração. A formação de neovascularização coroidal (MNV) não é doença adquirida, portanto é própria de cada indivíduo. Assim, para cada paciente poderá haver uma conduta diferente. Via de regra, as interrupções são momentâneas e as reaplicações sempre acontecem nos meses e anos seguintes.

 

7 - Como devemos conduzir a presença de drusas úmidas sem MNV?

 

R - Exames frequente de OCT, orientação para detecção de sintomas relacionados. O uso do Lucentis é controverso e pouco citado na literatura.

 

8 - Aplicações em ambiente cirúrgico ou consultório?

 

R - Os resultados referentes aos riscos de endoftalmite após aplicações intra-oculares de antiangiogênicos são semelhantes e descrevem uma baixa incidência da ocorrência (8 - 9). A escolha por um ambiente cirúrgico deve ser considerada por aumentar o conforto do paciente que poderá optar por uma sedação e uma aplicação assistida por um anestesista.

 

9 - Ambulatório exclusivo para PO ou na agenda do consultório?

 

R - A crescente utilização dos protocolos de tratamentos através de injeções mensais (estudos PrONTO ou MARINA) geram um elevado número de visitas ao consultório. A contabilidade é uma progressão praticamente geométrica, pois cada paciente adicionado gera o mínimo de 1 visita/mês, acumulando a segunda visita com a primeira do paciente do mês seguinte e assim sucessivamente.

Serviços de referência em DMRI são forçados a utilizar a opção de ambulatórios exclusivos para DMRI.

A maioria dos Retinologistas não são exclusivamente dedicados a DMRI, portanto torna-se necessário buscar o equilibrio no número de visitas para que se possa atender todas as patologias retinianas.

 

10 - Como manter a aderência do paciente ao tratamento?

 

R- O dialogo esclarecedor entre o médico, paciente e familiares, incluindo-os na participação de todo o processo de tratamento é a chave para esta adesão.

A exaustiva orientação e explicações detalhadas de cada exame e condutas tomadas, assim como as discussões sobre as variações de AV, integram os dois lados (médico e paciente). Por exemplo, o uso do gráfico de AV que compara a progressão da AV com e sem o tratamento, facilita o entendimento da perda e do ganho visual nas duas situações. Consequentemente, é possível entender os benefícios do tratamento na variação da AV, mesmo que a melhora percebida da AV em relação a AV da primeira visita seja pequena, pois é possível visualizar a soma dos ganhos, incluindo o que poderia mas não foi perdido da AV.

 

 

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

 

1 - Rosenfeld PJ, Brow DM, Heier JS, Boyer DS, Kaiser PK, Chung CY, Kim RY, MARINA  Study Group. Ranibizumab for neovascular age-related macular degeneration. N Engl J Med. 2006 Oct 5;355(14):1419-31.

 

2- Lalwani GA, Rosenfeld PJ, Fung AE, Dubovy SR, Michels S, Feuer W, Davis JL, Flynn HW Jr, Escquiabro M. A variable-dosing regimen with intravitreal ranibizumab for neovascular age-related macular degeneration: year 2 of the PrONTO Study. Am J Ophthalmol. 2009 Jul;148(1):43-58.e1. Epub 2009 Apr 18.

 

3 - Sadda SR, Stoller G, Bouer DS, Biodi BA, Shapiro H, Ianchulev T. Anatomical benefit from ranibizumab treatment of predominantly classic neovascular age-related macular degeneration in the 2-year anchor study. Retina. 2010 Oct;30(9):1390-9.

 

4 - Abraham P, Yue H, Wilson L. Randomized, double-masked, sham-controlled trial of ranibizumab for neovascular age-related macular degeneration: PIER study year 2. Am J Ophthalmol. 2010 Sep;150(3):315-324.e1. Epub 2010 Jul 3.

 

5 - Querquers G, Forte R, Berboucha E, Martinelli D, Coscas G, Soubrane G, Souied EH. Spectral-Domain versus Time Domain Optical Coherence Tomography before and after Ranibizumab for Age-Related Macular Degeneration. Ophthalmic Res. 2011 Mar 8;46(3):152-159.

6 - Fung AE, Lalwani GA, Rosenfeld PJ, Dubovy SR, Michels S, Feuer WJ, Puliafito CA, Davis JL, Flynn HW Jr, Esquiabro M. An optical coherence tomography-guided, variable dosing regimen with intravitreal ranibizumab (Lucentis) for neovascular age-related macular degeneration. Am Journal Ophthalmol. 2007 Apr;143(4):566-83.

 

7 - Regillo CD, Brown DM, Abraham P, Yue H, Ianchulev T, Schnneider S, Shmas N. Randomized, doulbe-masked, sham-controlled trial of ranibizumab for neovascular age-related macular degeneration:PIER study year 1. Am J Ophthalmol. 2008;145:239-48.

 

8 - Inman ZD, Anderson NG. INCIDENCE OF ENDOPHTHALMITIS AFTER INTRAVITREAL INJECTION OF ANTIVASCULAR ENDOTHELIAL GROWTH FACTOR MEDICATIONS USING TOPICAL LIDOCAINE GEL ANESTHESIA. Retina. 2010 Dec 21. [Epub ahead of print].

 

9 - Fintak DR, Shah GK, Blinder KJ, Regillo CD< Pollack J, Heier JS, Hollands H, Sharma S.Incidence of endophthalmitis related to intravitreal injection of bevacizumab and ranibizumab. Retina. 2008 Nov-Dec;28(10):1395-9.

 

"Minha cirurgia foi realizada em 12 minutos..."

Minha história começa com uma diminuição de visão no olho direito, progressiva e marcada principalmente por distorção das imagens. Quando olhava um objeto reto, como por exemplo, a porta do meu quarto, a imagem era tortuosa.

Procurei o oftalmologista que me indicou um médico especialista em doenças da retina. Como já era paciente da clínica CMO em Campinas, onde havia sido operado de descolamento de retina no meu olho esquerdo em 1998, procurei pelo Dr. Osias Souza.

O Dr Osias Souza realizou um exame de OCT onde ficou diagnosticado uma membrana aderida na minha retina. Conversamos sobre a cirurgia e marcamos sua realização para o dia 20 de fevereiro de 2008.

Para minha grata surpresa, o Doutor utilizou uma técnica cirúrgica chamada TSV (Cirurgia Transconjuntival sem Suturas) onde foram realizados três pequenas aberturas, menores que a metade de um milimetro.

Em 12 minutos minha cirurgia estava realizada, sem nenhum ponto. Minha visão já estava melhor no dia seguinte. Somente acreditei que a cirurgia foi tão rápida porque havia pedido para que a cirurgia fosse gravada. Na minha casa, assisti o video da remoção da membrana da minha retina e observei a marcação do tempo pelo vídeo. No dia seguinte questionei o doutor que confirmou o tempo da cirurgia rápido como no filme.