Diabetes e retina

A retina é uma camada de células especializadas que reveste internamente o globo ocular, através dela obtemos as imagens nítidas, as cores e detalhes dos objetos.

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Nos pacientes diabéticos, após alguns anos de doença, mesmo controlada, ocorre uma diminuição da irrigação da retina pelo comprometimento dos vasos sanguineos. O resultado deste acometimento é a formação de vasos anormais que não suportam a pressão sanguinea e se rompem, levando à hemorragias internas na retina e processos inflamatórios (edema) da região central da retina, a mácula. A consequência final é uma progressiva perda de função visual (embaçamento das imagens).

Todas as pessoas com Diabetes Melitus estão sujeitas a este problema, porém a doença não se manifesta igualmente para todos. Alguns casos são mais graves e outros menos. Isso ocorre pôr influências individuais (genéticas e desenvolvimento da doença).

Através dos exames clínicos, Retinografia e OCT (tomografia óptica) o médico especializado poderá classificar as lesões e propor o tratamento mais adequado.

O tratamento mais comum é a utilização do laser. É realizado através de aplicações (sessões) ambulatoriais.
Uma outra forma de tratamento utilizada atualmente é o uso da substância Bevacizumab (AvastinÒ) e a Triancinolona. Trata-se de medicamentos que inibem a formação das lesões neovasculares e diminuem o edema retiniano. No entanto, não são todos os casos que podem receber estas substâncias.

A cirurgia também é muito utilizada como tratamento.

Todos os tratamentos oculares somente obterão sucesso se houver um controle clínico eficiente. Portanto, o tratamento deve ser realizado com a colaboração de profissionais de diferentes especialidades.

A orientação de um especialista de retina experiente é o principal fator para se obter o melhor resultado dos tratamentos existentes.

Assista tambem: https://www.youtube.com/watch?v=auFafxuLI_4